segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dez

Café com leite e rosquinhas de milho

Havia algo ali. Algo intocável, abstrato, o sentido literal do “algo no ar que não se sabe explicar”. É claro que esse “algo no ar” é algo pessoal, vivenciado e sentido individualmente, o que pode ser simultaneamente ou não.
Ela pensava que deveria estar mega feliz por algo de tão maravilhoso (o que era raro, de fato) estar presente em sua vida, de tantas formas representadas em um único ser, ELE, que é uma pessoa de caráter íntegro e coração bom, bom homem, boa companhia, ótimo namorado, possível 1º amor saudável e verdadeiro da vida.
Muito embora não soubesse diferenciar poemas de contos, poesias de crônicas e não se emocionasse com poesias, ele ainda era, de longe, o mais amável rapaz com quen se relacionara.
Ele preparava o café de ambos com dedicação e parecia não perceber o “algo no ar” sentido por ela. Esse era o lado bom do “algo no ar”: exixstia par ser sentido individualmente, logo poderia ficar na confidencialidade.
Da mesma forma, ela concluiu que estava feliz demais ( mesmo sem se dar conta de quanto ainda) e não precisava gritar e saltitar aos 4 cantos feito criancinha contente por causa disso.
E se são as pequenas coisas que valem mais, ela sempre se recordará do café com leite meladinho e das rosquinhas de milho ( com pedrinhas de erva-doce em alguns) que eles lancharam logo em seguida.

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