A insegurança não me ataca quando eu erro...
Vivo mais um dia patético e improdutivo, mas adoro dizer que vivo. Não sobrevivo, não vegeto, não passo, eu vivo. Vivo, com todas as linhas que viver pode escrever. Se me descrevo falo do sim e do não, da dúvida e da certeza. È tanta dúvida que eu me faço certa de que o que não tem dois lados,tem cinco, ou mil, ou milhões.
Por falar em lados, sinto hoje a vida e seus caminhos como labirinto tão imenso que certo vira errado, e o errado, perfeição. O topo é baixo e o chão é mola e a distância entre os dois às vezes é tão grande que passa despercebida, ou incomoda tanto quanto espinha na testa.
Andarilha que sou, entre topos e chão, labirintos e distâncias, me vejo com a sorte de cartomante que prevê o futuro, certa do que vai acontecer. Tendo sempre 7 cartas, sabendo que vai dar uma - e sempre essa uma- teimo em apostar nas outras seis. É preciso muita coragem para sim. É preciso muita coragem para ser burra e cair, agir como burra e cair e pensar como burra de propósito e cair repetidas vezes.
Ando na expectativa sutil de trocar essa estúpida coragem por coisa que valha. De apenas um lado e infinitas possibilidades. Quero todos os poréns, desprezo todos os sins. E só depois disso olhar naqueles olhos de acaso, olhos de súplica falsa e momentânea, olhos de desespero e sins e dizer não a ele. Dizer “Não” a ele no lugar de dizer “Ele” ao não.
Nada no texto sequer faz sentido, a não ser que: adoro dizer que vivo.
Ando compartilhando esses dias patéticos e improdutivos...
ResponderExcluirMas estou vivendo...
Siga sempre a sua intuição, sua voz interior.
ResponderExcluirMas, siga mesmo(rsrs), pois na maioria das vezes nossa intuição nos diz uma coisa e nós damos um "jeitinho de distorcer" a verdade.
Um abração!!!