Poética quebrada pelo meio.
Em ordem alfabética hei de seguir a desordem poética.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Quarenta e oito.
sábado, 13 de agosto de 2011
Quarenta e sete
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Quarenta e seis
Uma metapoética aberta e límpida sempre à minha espera.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Quarenta e cinco
"Eu estou com medo. Você é perfeito pra mim. Muito. Todo. Da voz ao tamanho do pau. Agora eu não acho nada, não penso nada, não quero mais saber de nada. Me abandonei em você."
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Quarenta e quatro
terça-feira, 5 de abril de 2011
Quarenta e três
Eu sofro de nada. E de ninguém.
*(Por Clarah Averbuck, em Nome Próprio)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Quarenta e dois
* Ouvindo Zé, de Vanessa da Mata
sexta-feira, 18 de março de 2011
Quarenta e um
Desligou-se por um momento e desejou ser como aquela criança. A menina de vestido branco com lacinhos rosa e com sapatos de boneca andava com firmeza e calma, de mãos dadas com sua mãe.
Desejou ser aquela infância representada, ter novamente aquele olhar puro, o sorriso limpo e absoluto, os passos amparados, a mão entreleçada a uma mão auxiliadora que conduz pelos caminhos corretos.
Desejou aquela ausência de dor, aquela ausência de cobranças, aquele mundo ao redor constituído só por quem amamos, aquele amor incondicional, sem trocas.
Quis de volta aquela beleza inerente ao fato de ser criança, aquela simplicidade de ser, viver e existir.
Aprender a andar foi fácil, ela se recordou. Mais difícil que ficar parado, o difícil é saber andar.
É solo acidentado para tudo que é chão, que fazem dor se em contato com a face.
“É pedra para todo lado...”, pensou.
Nesse mesmo instante, a menina observada soltou-se das mãos da mãe e pulou uma enorme pedra no caminho.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Quarenta
Rio em Janeiro
40 graus, sol brilhando até as 8 da noite, chuva de guarda-sóis nas praias lotadas, temporais todo fim de tarde, enchentes, trânsito caótico, a lua que surge linda após os temporais, o aroma das ruas em seu verão e em suas noites.
A Lapa mais boêmia do ano, samba e corpos bronzeados, as noites mais lindas do mundo.
Rio, quem te conhece não te esquece.
Trilha perfeita: Samba do avião, de Tom Jobim.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Trinta e nove
Desejo viver e sorrir às rosas.
Cumprir o caminho do afago.
Estar pronta ao sorriso e ao fim.
Me despir da vergonha e da dor.
Abrandar os moinhos da primavera e,
verissímamente olhar os lírios do campo.
Afogar-me nas bocas mais lhanas.
E com leveza, mentir para todos com a minha mais pura verdade.
Desejo viver e sorrir às rosas.
E, ao caminho, me revelar.
A largos passos, me reunirei.
Na madrugada, juntei meus retalhos e desejei.
Desejei viver e sorrir às rosas.
E, na manhã pequena, me despi e vesti com flores, com rosas.

